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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Rock in Rio Lisboa 2018 | Carolina Deslandes – O Dia Mais Feliz das Nossas Vidas

Review do concerto para o site Echo Boomer.
Autoria: Cláudia Silva

Carolina Deslandes  

Carolina Deslandes é, atualmente, um das figuras artísticas mais reconhecidas no panorama musical nacional. Tendo iniciado o seu percurso no concurso de talentos Ídolos, em 2010, já nesta altura demonstrava um talento que prometia. 

Prometia e cumpriu. Em 2016, lança o seu primeiro álbum de estúdio, Blossom. Tal como o nome indica, representava a desabrochar de Carolina enquanto artista, mas também enquanto mulher. Num registo muito pop electrónico, conta com um conjunto de temas bastante atual, jovem, teen, contemporâneo, irreverente até. E foi precisamente com um tema do álbum Blossom que Carolina Deslandes abriu o seu concerto no palco Music Valley, do Rock in Rio-Lisboa, no final da tarde deste primeiro dia de festival. 

Apenas com o instrumental de “What Do You Know, Boy?” – percetível certamente apenas aos mais atentos e conhecedores deste seu primeiro álbum, Carolina entra e é recebida com euforia, e o concerto prossegue dentro do mesmo registo, com os cativantes temas “Fuse” e “Carousel”, iniciando, assim, o concerto numa high-note e com sentimentos de positivismo e alegria. Após um breve discurso e agradecimento da artista, que mal acreditava estar a pisar um palco deste reconhecido festival, Carolina dá as boas-vindas ao seu público de uma forma muito sua: “Sejam bem-vindos ao dia mais feliz das nossas vidas!”. 

Ainda do seu primeiro álbum, tivemos o tema “Mountains”, um dos seus singles mais conhecidos, em parceria com o Agir – amigo que, afirma com emoção, ter sido a pessoa que fez com que ela voltasse a abraçar a sua carreira, num momento em que não tinha perspetivas nem esperança – e “Heaven”, balada dedicada ao seu falecido avô, em jeito de homenagem. 

Até agora, Carolina apresentou ao público dois álbuns que marcam por serem contrastantes. Se o primeiro (Blossom) é claramente mais pop, dançável, eletrónico – registo com o qual abriu este concerto – já o segundo é, como o próprio título indica, um regresso a Casa. Se, no primeiro álbum, a artista quis sair da sua zona de conforto, arriscar, procurar incluir inspirações do panorama musical comercial atual (Rihanna, por exemplo), no álbum Casa, Carolina surge mais aquilo que ela é. A Casa é, sem dúvida, aquilo que ela é. Uma singer-songwriter pejada de emocionalismo, de amor, de verdade, com muitas influências de música brasileira e bossa nova, com melancolia, que fala do coração dela diretamente ao coração dos outros. 

Diogo Clemente – pessoa com quem, afirma Carolina, “fez música e filhos” (risos do público) – entra em palco para um emocionante dueto, com a canção simplesmente amorosa “Coisa Mais Bonita”. Ainda muito dentro deste registo, tivemos o prazer de ouvir as deliciosas canções “A Miúda Gosta” e “Não Me Deixes” (com a convidada especial Maro, também ela uma excelente vocalista). Mas foi mesmo com “A Vida Toda” que o público vibrou – Carolina confidencia que um dos sonhos dela era um dia ser uma artista que tivesse “pelo menos uma música que toda a gente soubesse cantar por ela”, e conseguiu-o muito bem, não só com “A Vida Toda”, como também com “Avião de Papel”. E Carolina agradece, a nós, ao universo, por estar ali, e por “fazermos da nossa casa, a casa dela”.

Carolina mostra, ainda, ser uma artista versátil, ao presentear o público com um medley de covers, nomeadamente Britney Spears, Da Weasel, Ornatos Violeta e Dillaz. 

É de destacar a componente extremamente humana de Carolina. Um dos motivos para ela ser tão acarinhada pelo seu público é, sem dúvida, a intimidade que ela tem com quem segue o trabalho dela, a emoção e autenticidade com que ela faz tudo e se mostra ao mundo. Foi sempre com emoção que, ao longo deste concerto, Carolina interagiu com o público com um enorme sentimento de gratidão, por saber que são aquelas pessoas que alimentam o sonho dela. Sempre com uma genuinidade deliciosa, tão própria dela, a artista partilha lágrimas ao vivo, afirmando que ainda nem consegue acreditar que está a cumprir este sonho na vida dela. E deixa o seu público feliz, feliz por ela!

Texto original para o site Echo Boomer.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Carolina Deslandes | Blossom

Eu adoro música pop

Transmite-me alegria, energia, felicidade. Dá-me vontade de dançar e cantar. Tenho preferência por música pop cantada por vozes femininas.

Neste contexto, e dentro do panorama musical, devo dar destaque à Carolina Deslandes.

Nunca fui de ver talent shows, mas no ano do Ídolos em que ela participou por acaso acompanhei o programa, e algo nela me atraiu imenso. Adorei desde logo a voz dela.

Isto foi para aí em 2010, e passando a "febre" do momento, sinceramente nunca mais me lembrei.

Até que, 6 anos mais tarde (2016), surgiu-me uma oportunidade de entrevistar a Carolina, no âmbito do meu trabalho enquanto repórter para um canal de TV de escolas secundárias. Pelo lançamento do seu álbum Blossom, lá fui eu, com as perguntas preparadas, mas sem nunca ter ouvido o álbum (mea culpa! :P ).

Fiz a entrevista, adorei a Carolina, sendo uma pessoa super simples, simpática, humilde, e com uma doçura e verdade imensas nas suas palavras.

A Carolina ofereceu-me um CD do seu álbum Blossom e, quando cheguei ao carro, nesse mesmo dia, pus logo a tocar. A minha reação: maravilhada desde o primeiro segundo.

"Blossom" traduz-se, em português, por "florescer" e foi mesmo isso que a Carolina fez. Passou de uma miúda que ficou conhecida num programa de talentos, foi atrás dos seus sonhos, cresceu e atingiu o que queria! Num mundo e indústria que sabemos ser difíceis.

Adoro os laivos de eletrónica a acompanhar um álbum essencialmente pop, adoro a mistura, adoro a voz dela (sim, mesmo com auto-tune :P ) e adoro a mensagem global que passa.

Gosto do álbum em geral, mas deixo aqui as músicas que merecem estar em repeat sempre que o oiço:

BY MY SIDE


Adoro principalmente os sons eletrónicos do refrão e a forma como ela canta "You make me feel like". Top!

CAROUSEL



Adoro o tom subtil quase infantil, como uma canção para crianças e a explosão sentida no refrão. Adoro o timbre da voz da Carolina!

SETTLE DOWN


Esta é a minha música favorita do álbum. Centenas de vezes ouvi-a eu! E cantei tanto com a Carolina, sem ela saber :P
Adoro tudo, do início ao fim, todas as nuances, adoro a melodia do refrão, adoro o feeling meio R&B, enfim, melhor música!

WHAT DO YOU KNOW BOY


Uma expressão para esta música: um grito ipiranga :P

THEY DON'T



Para terminar este ótimo álbum, vem a Carolina dizer, alto e bom som: vocês não sabem nada de nada! Lá porque ela é uma celebridade e relativamente conhecida, as pessoas acham que devem meter-se na vida dela. Mais especificamente, neste caso, na vida amorosa dela.

"They know nothing about our love"

Adoro a música, adoro o grito de desespero que marca o fim, adoro a letra. Adoro este fim e, de todas as faixas, ela não poderia ter escolhido uma melhor para terminar.

Gostava imenso de partilhar aqui a entrevista que fiz à Carolina. Infelizmente, por razões que me ultrapassam (e claramente não por decisão minha) ela nunca chegou a sair. Pode ser que um dia saia. E serei a primeira a partilhar.

Não me vou esquecer dessa, entre dezenas que já fiz, essa marcou-me porque senti que a Carolina era uma pessoa realmente especial e encontrei neste álbum uma ligação enorme. :)