quarta-feira, 29 de junho de 2016

Da música triste.

E o que é isto de triste? Triste é, apenas e tão somente, a ausência de euforia. Não ausência de felicidade. Pois felicidade e tristeza podem coexistir, e tantas vezes coexistem! 

Para mim tristeza é uma coisa calma. Introspectiva, melancólica, saudosa.  

a música expressa-se, também, nisto.

Ainda que, tal como disse no outro post, seja eu uma pessoa com mais tendência a ser e estar feliz, não é por isso que a música triste deixou de me acompanhar, também desde sempre. E, por mais contraditório que possa parecer, é o melhor tipo de música para se ouvir quando se está... triste. Sim, porque ouvir música triste pode, realmente, aliviar. Porque nos identificamos. E porque pensamos, ou sentimos, "afinal, não sou a única pessoa a sentir-se assim!".

E pensamos: Alguém neste mundo conseguiu colocar nesta música o sofrimento, angústia, falta de sentido que sinto neste momento. É terapêutico.

Deixo aqui uma pequena seleção daquelas que para mim são (e dentro do que eu conheço, claro) das melhores músicas tristes para se ouvir em dias ainda mais tristes! 
 

 Neste campo, Yann Tiersen é rei. E podia selecionar tantas mais, mas estas duas partem-me o coração! :P

 
 Uma descoberta recente e deliciosa.

Radiohead. Ainda que seja considerada uma banda que produz música "depressiva", tive dificuldades em selecionar músicas deles que eu achasse realmente tristes.
 
(esta, sempre das minhas favoritas e, aliás, das primeiras que ouvi deles e que gostei tanto que me fez querer explorar mais. Sim, não, eu não comecei com a Creep! :P )

   
 (esta última do seu mais recente álbum que eu amo de paixão, mas vou deixar isso para outro post :P ) 

   
E no seguimento de Radiohead tem de vir, claro, Thom Yorke. Não acho nada que ele faça música triste. Esta faixa, em particular, para mim, é. Não parece. Não é óbvia. Mas ao longo de toda a música há um tom constante de tristeza e de melancolia. De certa forma até, um pouco fatalista. Lindo, lindo, lindo.

   
 Sim, esta música é triste. Triste de um modo zangado, agressivo, mas triste!

   
 Uma tristeza que sai de nós se a gritarmos.

   
Regina Spektor. Só uma das minhas artistas favoritas. E estas duas músicas. Só das que mais me aquecem o coração.

   
Lana Del Rey, mais conhecida e acarinhada por LDR. Podia ter escolhido uma do álbum "Born to Die". Podia ter escolhido uma do "Paradise". Mas esta Terrence Loves You é, para mim, um dos expoentes máximos do quão boa ela é a fazer música triste.

   
 Sim, porque eu sou hiper fã desta mulher e da voz dela. Apesar da música em si ser sobre salvação e amor, adoro o tom deliciosamente melancólico desta música.

   
Mais palavras para quê?
(posso dizer que já chorei a ver isto ao vivo!)

E para terminar, como não podia deixar de ser... os REIS em música triste, depressiva, introspetiva. Os grandes Sigur Rós.  

E é isto. Espero que se sintam inspirados. Eu sinto-me, depois desta viagem e redescobertas :)


sexta-feira, 17 de junho de 2016

Da música feliz.

Gosto de música feliz. Epa, gosto. Gosto de música expansiva, que me faz sentir bem, música "Uplifting", que me dá arrepios de felicidade, que me faz sentir que a vida é mesmo bela.

De uma forma geral, considero-me uma pessoa feliz. O meu estado natural, "neutro" digamos assim, é positivo. Acho sempre que as coisas vão correr pelo melhor. Mesmo quando não correm :P E que as pessoas têm sempre um lado bom. Mesmo quando só mostram o mau!

E esse lado meu, muito proeminente, reflecte-se nos meus gostos musicais. Sou também apaixonada por alguma música mais melancólica, alguns diriam até "depressiva" (veja-se o exemplo de Radiohead, minha banda favorita de todos os tempos, e Sigur Rós, só para dar alguns exemplos), mas de uma forma geral adoro aquilo a que se chama de música alegre!

Deixo aqui alguns exemplos de músicas que me apaixonam por serem... felizes!
(não necessariamente pela letra, mas sim por toda a sonoridade uplifting que têm em comum todas elas)


 
 (esta então... adoro de uma forma que nem tenho palavras para descrever :D )

 
Esta música, talvez não diga que seja alegre, mas que me dá aquele sentimento de "expansão", lá isso dá. :D


  OBVIAMENTE!!!!!!!! Esta então faz-me quase explodir de êxtase. Literalmente.


 
Esta "só" me dá vontade de pular. E pular. E pular.


 
Feeling it all around :)))

 E porque os meus queridos Tame Impala nunca poderiam faltar num post com esta temática:



Sei que ao início me referi a Radiohead como tendo mais música "melancólica" ou "depressiva", e isso é verdade de uma forma geral, mas há uma música em particular que, para mim, é mais do que felicidade - é pura LIBERTAÇÃO!
 
"Like I'm falling out of bed 
From a long and weary dream 
Finally I'm free of all the weight I've been carrying" 


  E para finalizar......um clássico da boa disposição!!! :D

 

Poderia colocar aqui tantas mais... mas estas são apenas algumas daquelas que eu oiço e o que acontece é:

tudo o que há de menos bom no mundo desaparece! :)
É incrível como a música tem esta capacidade fantástica de nos transportar para outro mundo ou outro estado de espírito.

what a wonderful feeling

Cláudia

P. S. a ordem das músicas não é necessariamente a ordem de preferência. É apenas um conjunto aleatório das músicas felizes que fui ouvindo ao longo dos últimos tempos.


sexta-feira, 20 de maio de 2016

TAME IMPALA | Currents

Tive o prazer de conhecer Tame Impala já bastante tarde e foi uma surpresa hiper mega agradável. Rapidamente se tornou uma das minhas bandas favoritas e desatei logo a consumir tudo o que era deles, sendo que o álbum Lonerism foi o que mais me prendeu e ainda hoje continua a ser o meu favoritíssimo.

Na altura em que escrevi este post, tinha o álbum "Currents" saído e ainda não lhe tinha dado a devida atenção. E porque eu sou assim, só oiço quando me apetece e quando estou no mood para apreciar, só nas últimas semanas me dediquei a explorar este álbum como deve ser. 

Tenho a dizer que continuo a não achar que é melhor ou que está ao mesmo nível que o Lonerism (esse foi mesmo o que mais me apaixonou!!!), MAS na minha opinião está um álbum muitíssimo bem conseguido.

Está Tame Impala! Está psicadélico, desta vez com um toque mais electrónico (escusado será dizer que adoro isso), e aqueles sons que eles usam..... opa transportam-me para outra dimensão! 

Adoro de paixão esta mistura entre o electrónico e o psicadélico, acho que a conseguiram fazer de uma forma excepcional.

Não sou pessoa de ligar a questões técnicas como que instrumentos eles usam, quantos elementos tem a banda ou em que cidade foi gravado o álbum, pormenores que muitos fãs saberão. Porque, para mim, música é sentimento. Música é o que eu sinto quando a oiço. E por isso até costumo dizer: eu não sou fã de Tame Impala... sou fã da MÚSICA que eles fazem.

Um fenómeno em relação a este álbum, que raramente me acontece (nem mesmo com Radiohead, que é "só" a minha banda favorita de todos os tempos): gosto de TODAS as músicas. 


Mas, para mim, as grandes vencedoras deste álbum (aquelas que oiço em repeat e que não me farto) são mesmo:

Nangs 
(aquele início é algo de... bem, nem tenho palavras. E o crescendo que se segue, o som propositadamente distorcido, é também qualquer coisa que me põe sem palavras. É 1 minuto e 48 segundos do mais delicioso que já ouvi)

The Moment 
(nem vos digo a euforia que toma conta de mim quando surge o "It's getting closer" no refrão, é mesmo mágico)

Past Life 
(uma espécie de balada do álbum, linda linda linda!!!)

Disciples
(uma música que simboliza e representa ao máximo a leveza com que deve ser levada a vida... sonoramente para mim é isto que me transmite!)

New Person, Same Old Mistakes 
(mesmo para acabar o álbum em grande, impossível para mim não sorrir quando oiço esta música)

E vocês, também são fãs? Provavelmente não, mas nem sabem o que perdem! :P

Curiosíssima para ver o que estes meninos têm para me mostrar no NOS Alive. <3


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Coisas "de fazer chorar as pedras da calçada"


As melodias tristes cativam-me. Desde sempre.

Independentemente do estado de espírito, sabe-me bem ouvir uma melodia triste. E absorvo.

Atenção aos detalhes, à voz, às letras, embrenhar-me no meio de tudo.


Música deprimente...

Sempre.


E que se fodam os que consideram isto lixo!

É o meu (lixo).

E é o que basta.